(Mesmo quem está nas alturas deve temer quem está no chão)
Com esta gnoma Fedro introduz a fábula da raposa que, querendo libertar os filhotes arrebatados pela águia, põe fogo na árvore em que ela está pousada: portanto, um animal tão poderoso quanto a águia deve temer mesmo um outro animal como a raposa, que não pareceria capaz de fazer-lhe mal. Máxima similar encontramos em Publílio Siro (Inimicum quamvis humilem docti est metuere (É próprio do sábio temer o inimigo, mesmo o inferior); esse motivo também recorre nas tradições proverbiais modernas: nas várias línguas européias existem provérbios correspondentes ao francês Il n'est nul petit ennemi (Não há inimigo pequeno) e aos brasileiros Uma mosca morde o homem, Disso vira uma ferida, Da ferida o homem morre: A mosca tirou-lhe a vida. O tolo é quem cuida que o seu inimigo se descuida. O italiano tem Nessun disprezzerai, Ché Il più piccol nemico può darti briga assai (Não despreze, Porque o menor inimigo pode lhe dar muito problema)
Fonte: dicionário de sentenças latinas e gregas / Renzo Tosi

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