O máximo que poderá ocorrer é o que já esta acontecendo, ou seja, o governo aumentar os investimentos nos programas Prouni e Fies, por conseguinte, provocando o aumento do contingente de estudantes das caras, faculdades privadas. A divisão nas faculdades privadas será assim: 40% Prouni, 40% Fies e 20% que pagaram normalmente. Já as públicas sofreram perdas substanciais na qualidade e no seu quadro de professores, leve-se em conta, os professores que abrirão mão do tempo integral para ensinar nas privadas, assim, com menos tempo para se dedicar às pesquisas a faculdade pública perderá seu grande diferencial o tempo e a dedicação exclusiva dos seus professores.
A abertura das públicas para as pessoas de menor poder econômico contra o grande negócio que se tornou as privadas, para seus investidores, levara alguns setores acadêmicos a quase monopolização de alguns cursos como já esta acontecendo com o Direito e a Administração. Em suma, a intenção das cotas até pode ser boa, mas como tudo nesse país terá por fim o interesse econômico de poucos abastados. E disse a sabedoria popular: a água só corre para o mar.
Ser contra ou a favor das cotas é o mínimo que podemos fazer. Seria muito mais interessante se toda a sociedade participasse dessa decisão discutindo e aprimorando a ideia, assim alcançariamos outros caminhos que satisfizesse a maioria. Isto, sim, seria mais democrático.

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